No decorrer de quatro décadas de história da Escola Vila, várias mobilizações foram feitas em defesa do meio ambiente: pela preservação de rios, lagoas e dunas; em defesa da Amazônia e dos povos indígenas, contra o corte de coqueiros da Beira-mar; pela limpeza da Praia do Futuro, contra o envio de lixo radioativo de Goiânia para Jaguaretama, no Ceará, dentre outros protestos que traziam à tona questões locais.
No decorrer de quatro décadas de história da Escola Vila, várias manifestações foram feitas em defesa do meio ambiente: pela preservação de rios, lagoas e dunas; em defesa da Amazônia e dos povos indígenas, contra o corte de coqueiros da Beira-mar; pela limpeza da Praia do Futuro, contra o envio de lixo radioativo de Goiânia para Jaguaretama, no Ceará, dentre outros protestos que traziam à tona questões locais.
Essas manifestações são realizadas até hoje por meio de mobilizações, passeatas e abaixo-assinados. É o caso, por exemplo, de abaixo-assinados enviados pelos estudantes para a Organização das Nações Unidas (ONU) em defesa dos povos indígenas e em prol dos Cinco Artigos para o Futuro (Campanha de Jacques Cousteau), e para o Presidente da República reivindicando a defesa da Amazônia e pelo desarmamento. Todas essas atividades sempre envolveram as famílias e a comunidade.
Além das manifestações, são também encabeçadas campanhas e mobilizações de conscientização política, ambiental e social, dentre outras que tangem a preservação da vida no planeta. Campanhas sobre a gravidade e o impacto da energia nuclear, a educação no trânsito e a economia solidária são exemplos de campanhas que mobilizaram a Escola.
A Pedagogia Ecossistêmica tem como objetivo formar cidadãs e cidadãos atuantes no meio social, ambiental e política, pois acredita que a escola é um espaço de construção e formação, não apenas um lugar para se aprender conteúdos para passar numa prova.
Formar pessoas que lutem por direitos e por um planeta habitável para o hoje, para as gerações que ainda estão por vir. Somente através das vozes que clamam conseguiremos ser ouvidos e poderemos ter um mundo melhor.
Além das mobilizações, são também encabeçadas campanhas e manifestações de conscientização política, ambiental e social, dentre outras que tangenciam a preservação da vida no planeta. Campanhas sobre a gravidade e o impacto da energia nuclear, a educação no trânsito e a economia solidária são exemplos de campanhas que mobilizaram a Escola.
No final dos anos 1990, a diretora da Escola Vila, Fátima Limaverde, foi convidada por Fátima Sales, presidente da Associação O Semeador, para conhecer a comunidade Sítio Correia, localizada no município de Beberibe-CE. À época, essa comunidade sofria com desnutrição e falta de assistência educacional, então Fátima Limaverde iniciou um trabalho de formação educacional para os moradores da região.
Debaixo de um cajueiro, ela ia repassando o seu conhecimento para os voluntários a fim de transformá-los em educadores. Ao mesmo tempo, trabalhava com as crianças todos os projetos que envolviam a Pedagogia Ecossistêmica, desenvolvendo a autonomia, o protagonismo, o resgate da cultura regional e a consciência ecológica das crianças. A parceria com a Associação O Semeador deu início ao projeto Vila Social na comunidade.
Na vivência com os laboratórios realizados na Pedagogia Ecossistêmica, a comunidade pôde construir um grande criadouro de galinhas e ovos, proporcionando geração de renda para os moradores e enriquecendo a alimentação das crianças. Por meio dos ensinamentos, as crianças e os jovens da comunidade fizeram os laboratórios de Horta e Farmácia Viva, realizando um resgate da medicina natural através das plantas medicinais. Eles também construíram móveis com talos de carnaúba e realizaram vários artesanatos que geraram renda para toda a comunidade.
O trabalho da Escola Vila sempre procurou transcender a sala de aula, desenvolvendo os conteúdos das disciplinas de forma contextualizada e transdisciplinar visando à construção de uma sociedade menos fragmentada e mecanicista, mais tolerante e aberta. Diariamente, diversas atividades escolares são realizadas em inúmeros cenários de aprendizagem, como galpão, horta, zoológico, cozinha, ateliê, quintal, jardim, quadra esportiva etc. Nesses espaços, todos os conteúdos curriculares formais são trabalhados. Com isso a escola teve, e ainda tem, um papel relevante na educação do Ceará, sendo referência na inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais e na oferta curricular de atividades como artes visuais, música, teatro, artesanato e aula de corpo.